O requinte de ser triste
Pois só quem é triste tem olhos atentos
Capturam as mínimas belezas desse mundo
Se alimentam de sua alegria
Em pequenos goles
Sorvem a vida das coisas
Esquecem da sua própria miséria
Mesmo que por poucos segundos
São felizes
E então
São novamente tristes.
(Imagem: Álfheiður Erla)
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